Acne



Olá meninas!

Nosso post de hoje é sobre ela a "chatinha" Acne.
 


 

É um afecção crônica, universal, multifatorial, inflamatória ou não, que surge na puberdade, podendo surgir na mulher adulta em endocrinopatias. Caso não seja tratada, pode perdurar por toda a adolescência e se estender a fase adulta. localiza se no folículo pilosebáceo, formado pela invaginação da epiderme que se estende até a derme e abriga a glândula sebácea e o pelo em seu interior.

 
Atualmente acredita se que a causa da acne seja decorrente da interação de alguns fatores:

Obstrução dos óstios (folículos pilosos): Na região do infra infudibulo ocorre uma hiperqueratinização, produzindo um acumulo de células, desencadeando a oclusão do canal folicular.

Produção excessiva de gordura (sebo) na glândula sebácea: A produção excessiva de oleosidade na pele do adolescente é decorrente do rápido aumento dos hormônios andrógenos, principalmente o hormônio testosterona que  estimula a atividade da enzima 5 a - ( enzima responsável pela produção de sebo e esta presente nas células da glândula sebácea e folículo piloso) aumentando a produção de sebo.
Devido a alteração que ocorre no infra infudibulo, nem todo sebo produzido pode ser eliminado, ficando uma parte aprisionada dentro do folículo, este fato desencadeia o aparecimento do comedão fechado e aberto.

Aumento de microorganismos: A produção excessiva de sebo, altera o pH da pele, aumentando a proliferção dos microorganismos, principalmente o P acnes (Probacterium acnes).

Processo inflamatório: Com aumento excessivo da bactéria P acnes ocorre também o aumento dos leucócitos, que por sua vez começam a atacar a bactéria( P acnes) e liberar enzimas que irritam a parede do folículo. O sebo, os restos pilosos  e o aumento dos microorganismos desencadeiam uma reação infecciosa podendo invadir a derme, provocando um processo inflamatório generalizado na derme.
 
A acne é classificada como acne não-inflamatória (sem sinais inflamatórios) quando apresenta somente comedões; e acne inflamatória. A acne conforme o número, intensidade e características das lesões podem ser classificadas em formas clínicas ou graus:




Acne Grau I – Acne Comedogênica
Pele oleosa, comedões abertos e/ou fechados, chamada de acne comedogênica não inflamatória.



 
 
 

 



Acne Grau II – Acne Pápulo Pustulosa
Pele oleosa, comedões abertos e fechados, pápulas e pústulas. Os graus I e II em geral não deixam cicatrizes e são tratados por esteticistas. Chamada de acne pápulopustulosa, inflamatória.
 
 

 
 
 

 

Acne Grau III – Acne Nódulo-Cística
Pele oleosa, comedões abertos e fechados, pápulas e pústulas, nódulos e cistos, inflamatória.
Normalmente exige acompanhamento médico.





 
 



Acne Grau IV – Acne Conglobata
Pele oleosa, comedões abertos e fechados, pápulas e pústulas, nódulos, cistos e abscessos, inflamatória. Conglobata, pois engloba todos os outros graus. O tratamento deve ser indicado pelo médico dermatologista.







Acne Grau V - Acne fulminans
 Uma forma ulcerativa e rara que afeta mais comumente adolescentes do sexo masculino. Tem início agudo associado com sintomas sistêmicos como febre, perda de peso, artralgia, mialgia, eritema nodoso e  hepatosplenomegalia podem ocorrer. Inflamatória, tratada por médico dermatologista.
 
 


Encontrei esse vídeo no youtube, e achei bem didático e de fácil compreensão.
Espero que gostem.
 
 
 
 
 
 

Gordura Localizada

Olá meninas!
O post de hoje é sobre a inconveniente Gordura Localizada.
Inconveniente porque ela insiste em aparecer onde não é chamada rs.... Bora lá!




O que é?

Gordura localizada é o acúmulo de gordura nos adipócitos, células que formam o tecido subcutâneo ou hipoderme. Dividida em duas camadas (superficial e profunda), além de ser considerada a terceira camada da pele, a hipoderme é quem liga frouxamente a pele aos músculos de modo que eles podem se contrair sem repuxá-la.




A gordura corporal feminina é maior que a masculina em qualquer faixa etária e isto se deve a nosso metabolismo complexo, que sofre a influência dos hormônios do crescimento, da insulina, do cortisol, dos hormônios sexuais e tireoidianos.

A gordura corpórea adequada para uma mulher é equivalente a 20-27% do peso corpóreo, sendo que em torno de 12% é denominada de gordura essencial (gordura localizada em regiões específicas, necessária à sobrevivência). A deposição de gordura é controlada geneticamente, sendo diferente entre homens e mulheres. Na mulher, a gordura essencial equivale a 5-9% de gordura específica do sexo feminino, sendo localizada nas mamas, região pélvica e coxas. Já no homem, a gordura corporal equivale 12-15% do peso corporal, sendo que de 4-7% é gordura essencial.
 

 
Existem dois tipos de distribuição de gordura:
 




Ginoide: mais comum entre as mulheres, tem, caracteristicamente a gordura concentrada nas coxas e nas nádegas, é chamada popularmente de formato pêra.

Androide: mais comum em homens,  gordura  localizada mais no abdome, não superficialmente, mas entre suas vísceras, sendo chamada popularmente de formato maçã.

Este último tipo de obesidade abdominal, até mesmo em um indivíduo com peso normal, está mais relacionada às doenças cardiovasculares e, portanto, é motivo de preocupação para os médicos, o que explica o porque, apesar das mulheres serem as maiores vítimas da obesidade, ela determine maiores prejuízos para os homens.


 
Fatores que contribuem para o acumulo de gordura
Para ter uma barriga saudável é fundamental manter o peso adequado à sua altura. A gordura abdominal depende muito de tendências hereditárias, mas também há outros fatores:

  • Comer em excesso, mesmo sem estar com fome.

  • Alto consumo de gorduras saturadas e hidrogenadas. Prefira as gorduras de origem vegetal (óleo de canola ou girassol).

  • Má digestão. Este fator não está definitivamente comprovado.

  • Estresse. O mal do mundo moderno?

  • Má postura e sedentarismo. A falta do uso da musculatura abdominal causa flacidez, favorecendo o acúmulo de gordura na barriga. No caso de hiperlordose (excesso de curvatura lombar), a barriga se projeta para a frente, tornando-se bastante evidente. Nestes casos, a pessoa deverá trabalhar os músculos abdominais e alongar a região lombar procurando, também, observar a postura no dia a dia. Este trabalho também pode ser realizado em sessões de RPG (Reeducação Postural Global).

  • Problemas hormonais. A redução dos níveis de estrogênio, ou o aumento de testosterona, pode contribuir para o aumento da gordura abdominal.

  • Depressão: Um estudo publicado na edição de maio da revista científica Psychosomatic Medicine revela que a depressão está associada ao acúmulo de gordura no abdome. Estudo feito pela Universidade de Chicago, EUA, analisando mais de 400 mulheres acima de 50 anos, observou uma forte associação entre a presença de sintomas de depressão e a gordura visceral, que foi avaliada pelo exame de tomografia computadorizada do abdome. E essa relação era mais significativa entre aquelas com sobrepeso ou obesas.